as palavras são pessadas, coma pedras; se os passaros falassem não poderiam voar...
e como fóra chove com ganas, rilho pipas sem parar.
música: jamie barnes. wings on the line + red prescription.
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as palavras são pessadas, coma pedras; se os passaros falassem não poderiam voar...
e como fóra chove com ganas, rilho pipas sem parar.
música: jamie barnes. wings on the line + red prescription.
a fama dura duas horas apenas, um quarto de hora, que vai, ho, que vai... a fama dura três minutos e trinta e cinco segundos, ou menos até.
risquei um xis azul com giz...
música: Lara La. · + electrodoméstico.
Vês tu também essas faíscas que mexem como careixas vorazes engolindo a escuridade jaspeada?
Passou o dia passou a romeria...
São Miguelinho das uvas maduras, quanto me tardas, que pouco me duras.
· Letting Up Despite Great Faults. Maybe I'll Hide With You.
· Mayapple Weather. the world called today, they sounded pissed.
· Paisaxe Sonora #61 (recolhida por Servando Barreiro, http://escoitar.org)
quando digo amo-te digo: quero que me des licença pra te amar.
quando dizes amo-te, queres que eu te ame.
o caminho...
quando digo amo-te, não te estou amando...
quando te abraço, se calhar, sim.
é difícil fazer o que um quer fazer quando sabe que não lhe convém, mas também é muito duro fazer o que a um lhe convém quando um não o quer fazer.
E também custa muito trabalho não fazer algo que queres fazer e não podes fazer... porque não o deves fazer.
conto achado num sapato.
uma vez fui meter o pé num sapato e manquei (feri) a deda gorda com uma pedrinha que dentro havia. Saquei o pé e meti a mão à procura da areia molesta. Cá está! Já topei! Aí está a condenada! mas que é isto? pedra não é, isto é uma bola papel! abri a bolinha e nela alguém escrevera:
num sapato uma pedrinha havia uma vez, mas não era pedra, era papel.
assim acontece às vezes, que o que um parece não é sempre o que de certo é.
+info: http://homedareia.blogspot.com
a vizinha mnica
propõe mudar o ponto de vista, tentar fazer as coisas do revés de como todos os dias. dar volta aos olhos para ver (ou mirar, como dizemos no morraço) com uma outra perspectiva.
+ info: http://homedareia.blogspot.com
Hoxe quería falar da casa verde e branca (e azul), mas non o vou facer, malia ter morriña e saudade da sala, e dalgún socio do clube.
não preciso de você, não preciso o teu querer, não preciso teu corpo, nem teus olhos, nem o riso, não preciso das tuas pernas, nem dos teus braços, nem abraços, não preciso de você para viver; não é por isso, não, somente és o foco cara onde viro as minhas obras, a escusa que emprego; poderia ser qualquer outra, mas agora és tu. isso não quer dizer que eu te ame, nem ame teu corpo, nem teus olhos, nem teu riso, nem tuas pernas, nem teus braços e abraços. também não és minha musa, tão só o destinatário imaginário que utilizo entretanto não chega aquela da que sim precisaria.
olá, eis a areia sonora 0.1, e vão dez areias deitadas já. comecei a conta em 0.01 porque ainda não sabia o que ia fazer e quis dar-me um tempo de margem para ir conformando isto. as últimas areias colheram um tom que Sak chama sonorizar pensamentos com músicas evocadoras. e acho que pelo menos nas seguintes dez areias mais, levará esse mesmo caminho... aguardo que para quando chegue à areia sonora 1.0 esteja já mais definido.